Vamos falar da manutenção centrada na fiabilidade.
A manutenção preventiva é hoje uma preocupação estratégica para qualquer organização, que pretenda controlar a competitividade, a produtividade e os seus custos.
Hoje é essencial pensar a manutenção numa vertente mais científica e organizada, capaz não só de manter os equipamentos nas melhores condições possíveis de funcionamento, mas também utilizar metodologias que permitam obter os melhores resultados com os mínimos recursos possíveis.
A manutenção preditiva e pró-ativa representa a evolução da manutenção para um patamar que faz aumentar a fiabilidade dos equipamentos, melhorar a sua qualidade e desempenho, reduzir custos, controlar a sua condição e permitir a análise das causas das falhas e a sua evolução ao longo do tempo.
Manutenção centrada na fiabilidade
Falamos da manutenção centrada na fiabilidade, que resulta de uma metodologia de manutenção preditiva, que executa as operações de manutenção, normalizadas e documentadas. Tem em conta todo um sistema que define cuidadosamente as tarefas adequadas, as periodicidades e a forma de controlar os seus resultados. Sim controlar e analisar, porque “só o que é medido acontece!”
A manutenção centrada na fiabilidade, tem sido muito conotada à indústria aeronáutica, apresenta grandes vantagens e rentabilidade mesmo quando aplicada a equipamentos de baixo ou médio custo e de baixa ou média utilização.
Neste tipo de manutenção, é essencial recolher previamente toda a informação de forma a manter um histórico de três anos que permita identificar os modos e as causas das falhas, a atuar com objetividade na revisão dos processos. Passamos a entender a manutenção de modo mais preciso, documentado, e que possibilite implementar as medidas de melhoria de forma contínua e dinâmica.
Formação e Responsabilidade, sempre!
Um fator essencial para o sucesso da atividade de manutenção centrada na fiabilidade é a formação contínua dos técnicos de manutenção envolvidos nos processos. A formação e acreditação, prevista na legislação desde 2006 com a entrada em vigor das novas regras do SCE, vieram dar um significativo suporte à preparação e sensibilização dos técnicos – mas é preciso mais!
Agora há formação e credenciação (técnicos de instalação e manutenção TIM, técnicos de fluorados, etc..), mas os resultados dependerão também, e principalmente, da importância e empenho que cada um dos técnicos e gestores, envolvidos no processo, queira dedicar à elevação da sua própria competência, rigor e responsabilidade individual.
Mas o caminho está aí.
Mário Fernandes de Carvalho / TECNICLIMA
