Filtragem de Fumos na Restauração? Quando se fala em eficiência…
Os tempos modernos são marcados por um crescente grau de exigência e de qualidade. Na área da restauração existe um problema antigo que continua a necessitar de atenção: os deficientes sistemas de exaustão de fumos provenientes das cozinhas profissionais.
Por vezes este tipo de problema não depende do bom ou mau dimensionamento da instalação, mas condicionados pela inexistência de infraestruturas adequadas à exaustão dos fumos que produzem:
- nas cozinhas profissionais existentes, com problemas de exaustão;
- na viabilização dos novos estabelecimentos, onde se confrontam muitas vezes com a inexistência das infraestruturas adequadas que viabilize o projeto.
Por todas estas razões, é necessário responder a estas questões de uma forma criteriosa e profissional, e apresentar soluções. O departamento I&D da CLIMA PORTUGAL dedica-se a este assunto há mais de 18 anos e tem liderado, anos após anos, este tipo de soluções.
O problema
Os gases das exaustões das cozinhas profissionais são, normalmente, descarregados para níveis superiores à cobertura dos edifícios, conforme previsto desde 1957 no RGEU, uma vez que, na ausência da tecnologia adequada, é a forma mais fácil de não incomodar terceiros sem necessidade de qualquer tratamento especifico. Quando isto não foi possível, “o fumo não vai lá para cima, mas para onde calha…” (realidade de muitas cozinhas profissionais instaladas em Portugal).
Nos tempos modernos, a qualidade dos sistemas de exaustão tem como objetivo obter bons resultados na cozinha e no estabelecimento, mas também na evolvente onde o ar de exaustão é descarregado, evitando a descarga na atmosfera dos contaminantes presentes nesses gases: fumo, gorduras e cheiros. Hoje há soluções para se conseguirem bons resultados.
O departamento I&D da CLIMA PORTUGAL, investiga, desenvolve e testa os equipamentos MKC, em utilização real de funcionamento, garantindo equipamentos e soluções que respondem a esta preocupação:
- muitas vezes, a diluição dos contaminantes não é conseguida e as partículas de gordura, depois de arrefecerem “caem” nos espaços ocupados, prejudicando vizinhos, utentes da via pública, etc. A própria ação dos ventos faz com que os cheiros se espalhem em zonas ocupadas e incomodem.
- outras vezes, nem sequer é possível descarregar os gases por cima das coberturas, porque não há qualquer infraestrutura que o permita – um problema que requer soluções.
O que são os fumos das cozinhas?
Os gases provenientes das exaustões das cozinhas profissionais poderão ser resumidos em duas classes de contaminantes:
- os particulados (partículas, fumos (hidrocarbonetos) e pequenos resíduos de comida, que serão separadas do ar nos módulos eletrostáticos) e
- os gasosos (pequenas moléculas microscópicas, não filtradas pelos sistemas mecânicos e eletrostáticos), podem estar na origem de odores;
Como resolver o problema?
Hoje existem várias soluções, mas deve-se reter o seguinte:
- a filtragem de particulados deverá ser assegurada por filtros mecânicos e filtros eletrostáticos. Os filtros eletrostáticos, ou precipitadores eletrostáticos, funcionam carregando eletricamente as partículas no fluxo do ar, induzindo as partículas a ser atraídas e depositadas nas placas dos coletores, podendo ficar retidas ou cair pela a força da gravidade para o tabuleiro de recolha;
- a adsorção de odores poderá ser feita por filtros de carvão ativado (*);
- o tratamento dos contaminantes com Ozono (O3) (**) pode destruir alguns particulados e tratar os odores. A ação desodorizante do Ozono não consiste num disfarçar de odores, mas na sua destruição, por oxidação, dos compostos voláteis portadores de cheiros. O ozono (O3) é um gás oxidante de cor azulada.
- Poderá haver casos em que apenas a injeção de Ozono na conduta de exaustão resolva todas as necessidades (necessário estudar as características dos poluentes a filtrar);
O que já temos
Há no mercado diversas soluções e sistemas com filtros eletrostáticos, filtros de carvão ativado, filtros mecânicos, enfim uma vasta gama de equipamentos que respondem razoavelmente às necessidades.
Ressalta o sistema que melhor responde, o MKC SELAI – Sistemas com Lavagem automática e Manutenção. Conscientes da enorme dependência destes sistemas de uma cuidada manutenção, nomeadamente a necessidade de manter limpos os componentes dos sistemas eletrostáticos para que funcionem, existe no mercado sistemas de filtragem com lavagem automática muito eficiente – reduz os custos de manutenção e garante a eficiência dos sistemas de filtragem.
O que vem aí?
O departamento I&D da CLIMA PORTUGAL, atenta à necessidade de evoluir e oferecer novos patamares de eficiência, vai apresentar em breve duas novas soluções:
- Novos Sistemas de Filtragem Eletrostática – MKC K-ESP
Um precipitador eletrostático, também conhecido como um filtro de ar eletrostático, é um equipamento de filtragem eficaz no controlo da poluição. O sistema de Filtragem Eletrostática captura os poluentes, retém as partículas e libera o ar limpo para a atmosfera.
Os sistemas de filtragem eletrostática são normalmente muito eficientes, sendo capazes de recolher a maior quantidade das partículas presentes no ar. Mas há quatro fatores geralmente afetam a máxima eficiência de um precipitador eletrostático, que podemos resumir nos seguintes:
- o dimensionamento do precipitador eletrostático, nomeadamente a equidistância do negativo ao positivo, e o tempo de contacto.
- a eficiência do mecanismo que recolhe as partículas num determinado volume de ar,
- a composição química das partículas a serem precipitadas e
- a tensão fornecida pelo sistema de alimentação para o campo elétrico.
Os equipamentos MKC são produzidos com base em continua investigação e múltiplos ensaios, em casos reais de aplicações complexas, ao longo de mais de 18 anos, desde o lançamento do seu primeiro sistema em 1999.
Está prestes a ser apresentada a gama MKC K-ESP, uma nova gama de produtos que sobe de forma significativa o patamar da eficiência.
Como principais características do MKC K-ESP, vai ser utilizado na sua construção o aço inoxidável ANSI 304, vai ser revista a tensão utilizada para aumentar a eficiência e desenvolvido um novo layout dos seus componentes para melhorar a equidistância entre o negativo e positivo ao longo de todo o processo. Melhora-se a resistência do sistema e a sua eficiência – será a nova geração de equipamentos MKC que está a chegar.
- Sistemas de Ozono – MKC K-OZ3
Vão ser apresentados novos sistemas de Ozono, o MKC K-OZ3, próprio para insuflação de ozono na conduta de exaustão. São sistemas que poderão ser utilizados de forma independente ou combinados com outros sistemas. A CLIMA PORTUGAL vai divulgar vária documentação que apoia o dimensionamento e a utilização deste tipo de tecnologia.
A utilização do Ozono reduz de forma quase absoluta os odores. O Ozono (O3) é um gás oxidante de cor azulada e a sua ação desodorizante não consiste no disfarçar de cheiros, mas na destruição dos compostos voláteis portadores de cheiros, por oxidação. Os geradores de Ozono MKC K-OZ3 são equipamentos, com capacidades de 20 g/h a 60g/h, gerido por eficaz sistema de controlo.
Quem apoia o dimensionamento e a escolha da solução?
O departamento de engenharia da CLIMA PORTUGAL dispõe de um serviço de apoio fácil ao projetista e aos profissionais do setor, de forma a transmitir o know-how necessário a adotar a melhor solução para cada caso especifico. Pode ser consultada a CLIMA PORTUGAL (www.climaportugal.pt).
Por: Mário Fernandes de Carvalho / CLIMA PORTUGAL