Disjuntores
O arranque de motores acima de uma certa potência necessita do emprego de contratores ou disjuntores. Esses aparelhos são necessários em instalações que funcionam com corrente trifásica ou bifásica; a sua utilidade não se impõe para corrente monofásica, a não ser quando a intensidade absorvida pelo motor ultrapassa o limite admissível para o comando direto por aparelhos automáticos de regulagem (pressostatos, termostatos, etc.). Este limite, variável conforme a fabricação e seguindo indicações dos construtores, é, geralmente, de 0,5Kw em corrente monofásica, para uma tensão máxima de 250V.
Um contator, ou um disjuntor, é um interruptor eletromagnético destinado a ligar ou desligar um circuito elétrico. O elemento de regulagem, ou de proteção, que comanda a ligação ou desconexão dos contatos principais só liga ou desliga a alimentação da bobina do contator e, por isso, só tem que se estabelecer ou interromper um circuito de fraca intensidade.
Como a intensidade absorvida pelo motos de um compressor varia com as condições de funcionamento da máquina, só pode ser obtida uma proteção eficaz dos enrolamentos do motor pela adição de relês térmicos sobre a alimentação do motor. Estes relês tem por objetivo proteger os motores contra sobrecargas, ainda que fracas, cuja duração possa ser perigosa para estes motores, ou para obter a desconexão instantânea no caso de acunhamento do rotor, ou de curto circuito.
Os contatores completados com este dispositivo de proteção tomam o nome de disjuntores. O Conjunto do disjuntor é fixado em uma caixa metálica ou em material moldado. Comporta três ou quatro contatos fixos, aos quais são ligados fios de entrada de corrente. Os contatos móveis, montados sobre um bloco em material moldado, deslizando ou oscilando conforme a fabricação, são ligados aos terminais do motor.
Instalação
O disjuntor deve ser instalado contra uma parede, em princípio sobre uma placa, e em posição rigorosamente vertical. Verificar se o bloco que contém os contatos móveis tem folga suficiente, sem nenhuma fricção. Verificar a natureza da corrente, porque os disjuntores para corrente alternada não podem ser utilizados para corrente contínua e vice versa. O aparelho deve ser usado para a tensão indicada na caixa; as variações de aproximadamente 10% admitidas são em condições extremas. Se o disjuntor construído para 220 volts for ligado em 200 volts, a proteção não será mais assegurada, no caso de uma queda acidental para 190V, por exemplo.
Relês Térmicos
Os relês térmicos são de tipos diferentes, conforme os fabricantes. Contudo, são baseados nas ações de pequenas resistências, cujo aquecimento aumenta coma intensidade. Um modelo comum é composto por pequenas bimetálicas (com a forma de espirais ou pontas de cabelo) aquecidas por resistências. A deformação das tiras bimetálicas sob a influência do aquecimento transmite-se por intermédio de uma barra de guia, ao dispositivo de desengate de ação instantânea, quando a intensidade proveniente de uma sobrecarga pode ser perigosa para o motor. Por vezes, uma quarta tira bimetálica, idêntica as primeiras, serve para compensar a influência da temperatura ambiente, de modo a tornar a ação dos relês térmicos independente desta temperatura.
Os relês térmicos não protegem eficazmente o motor senão quando são regulados para disparar a uma intensidade 30% superior à intensidade nominal do motor. Deve-se então, verificar esta intensidade com um amperímetro. Não considerar a corrente absorvida no arranque. Não fazer um acionamento senão depois de ter efetuado as verificações especificadas. Se o aparelho disparar após um certo momento de funcionamento, fazer uma leitura no amperímetro para correção; se houver necessidade, a regulagem permanece totalmente nos limites de proteção. Quando o motor tiver atingido a sua temperatura de regime, podem-se fazer os testes de desengate como seguem:
Motor monofásico: Criar uma sobrecarga no motor de aproximadamente 20%, frenando ou afogando a válvula de recalque do compressor. O desengate deve-se efetuar entre 45s e 1min, caso contrário, corrigir a regulagem e refazer o teste.
Motor trifásico e difásico: retirar um fusível; o aparelho deve desligar em menos de três minutos.
Ligação em difásico: Na ligação em difásico, é preciso verificar cuidadosamente a ligação da bobina, a qual deve ser feita sobre uma fase. A ligação entre fases provoca uma rápida avaria da bobina, sendo a tensão, neste caso, apenas igual a: U dividido pela raiz de 2, ou seja, para 220V, seria 220 dividido por 1,414 = 155V. Neste caso, o bloco de contatos móveis é insuficientemente utilizado, a colagem magnética é imperfeita, o aparelho faz um ruído semelhante a grunhido e, geralmente, a bobina queima após um curto tempo de funcionamento.
Os fusíveis calibrados não podem substituir o disjuntor. De fato, eles são calibrados para “funcionar”, na partida do motor, podendo protegê-lo contra acunhamentos, curtos-circuitos, ou contra sobrecargas de valor igual a três ou quatro vezes a intensidade nominal. Contra as sobrecargas fracas, mas duradouras, provocadas, por exemplo, por uma pressão de recalque aumentada, eles são ineficazes.