Diretor de Obra é uma competência, não é um titulo.

Diretor de Obra é uma competência, não é um titulo.

Este é o principal conceito para diferenciar quem é capaz de fazer acontecer o que a obra precisa…. e quem apenas manda fazer, o que muitas vezes não sabe fazer.

O Diretor de Obra, ou Diretor Técnico da Obra (DTO), é o responsável pela coordenação do projeto do cliente (a obra), estudando minuciosamente as diferentes especialidades. Faz com que a obra decorra de forma organizada e compatibilizada entre todos os intervenientes. Privilegia-se a organização, a competência e a qualidade.

O Diretor de Obra é um técnico sénior, conhecedor das mais variadas especialidades e capaz de organizar a execução da obra. Compatibiliza atempadamente os trabalhos das diversas especialidades – a Obra é um todo, feito por várias partes que têm de encaixar na perfeição.

Uma reflexão!

Hoje, muitas vezes, os projetos são coordenados por profissionais que não reúnem as condições técnicas necessárias. Muitas vezes não têm a preocupação de estudar e compatibilizar as diferentes especialidades e as diferentes fases da obra. Esses técnicos podem não reunir as competências necessárias para serem o Diretor da Obra – a Obra não deve ser limitada a mandar fazer, a cada um, depressa e bem – tem de haver estudo, compatibilização e coordenação. Não se deve “empurrar” a obra para a frente, privilegiando custos e prazos, minimizando a preocupação do resultado final do projeto.

Muitas vezes questiono-me:

  1. Quantas ações (reuniões conjuntas de trabalho) de coordenação há numa obra? Fazem-se atas? Chegam-se a conclusões? Há instruções precisas aos intervenientes?
  2. Quais as principais preocupações do Diretor de Obra, além de prazos e custos? Há alguma preocupação com a compatibilização, com o resultado final, nomeadamente nos acessos para que se possa fazer uma adequada exploração dos sistemas (manutenção, reparações, etc…)?
  3. Como foram compatibilizadas as diferentes especialidades? Todos conheciam os trabalhos dos outros para que não “colidissem” na execução?

O que se vê, muitas vezes, é a pressão em “mandar fazer” depressa, sem haver a mínima preocupação em evitar as decisões avulso, sem medir o impacto e implicações nas restantes especialidades e principalmente no resultado final da Obra.

Conclusão

Afinal a Obra é o projeto do Cliente, e é para ele que todos trabalhamos com empenho. Deverá haver o cuidado na escolha da equipa que controla a Obra, no Diretor de Obra, para que se possa conseguir o resultado esperado. Como dizia o meu ilustre colega Engº Murta Loureço, a obra “NO PRINCÍPIO ERA UM TRAÇO

 

Mário Fernandes de Carvalho

TECNICLIMA

 

 

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